Vol. 9 Núm. 2 (2017)
2 min
A produção textual escrita de adultos com dislexia de desenvolvimento
Publicación:
30/08/2017
Cómo citar
Puntel Basso, F., Inchausti de Jou, G., Alves Gonçalves, H., Bassôa, A., Moojen, S., & Fumagalli de Salles, J. (2017). A produção textual escrita de adultos com dislexia de desenvolvimento. Neuropsicología Latinoamericana, 9(2). Recuperado a partir de https://www.neuropsicolatina.org/index.php/Neuropsicologia_Latinoamericana/article/view/330
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Resumen
Produzir um texto é uma atividade complexa para adultos com dislexia do desenvolvimento, uma vez que envolve funções cognitivas sofisticadas, além das habilidades básicas de escrita. O objetivo deste artigo foi comparar a produção textual escrita de adultos com dislexia do desenvolvimento (n=32) e controles leitores proficientes (n=32). O delineamento foi o de caso-controle. Para cada caso (disléxico) foi selecionado um controle emparelhado por sexo, idade, anos de escolaridade e área de formação (ocupação). Todos os participantes foram instruídos a redigir um texto narrativo autobiográfico com a temática “minha história escolar”. Foram realizadas análises computadorizadas (Coh-Metrix-Port), análise da complexidade estrutural da produção textual escrita a partir de categorização das redações e análise dos erros ortográficos. Os principais resultados evidenciaram que o grupo de adultos com dislexia do desenvolvimento apresentou desempenhos diferenciados do grupo controle, produzindo textos com frases mais longas, utilizando palavras mais curtas, com alta frequência de adjetivos e baixa incidência de sintagma e de ambiguidade de substantivo. A ocorrência de “e” foi a métrica do Coh-Metrix-Port que mais se correlacionou com as habilidades de leitura-escrita, quantidade de erros na produção textual e QI, evidenciando uma dificuldade do grupo de disléxicos de produzir elementos de conexões no texto. Com relação à complexidade estrutural da produção escrita, a maioria dos textos dos disléxicos foi classificada nos níveis II e III (de uma escala de cinco categorias), caracterizando uma redação pouco estruturada. No entanto, os disléxicos que produziram textos bem estruturados e complexos foram os mesmos que cometeram menos erros de notação ortográfica. As falhas ortográficas foram mais numerosas no grupo de disléxicos, revelando a persistência dessa dificuldade na fase adulta. Entretanto, a tipologia desses erros foi semelhante nos dois grupos, com maior representatividade para os erros em acentuação e substituição grafêmica. Os resultados mostraram que algumas dificuldades específicas persistem na idade adulta e diferenciam o grupo de disléxicos do grupo controle. Essas dificuldades microtextuais, como alta incidência de erros ortográficos, de “e”, de adjetivos, podem ser trabalhadas e contempladas nas estratégias de intervenção, contribuindo para a melhoria dos aspectos macrotextuais e, assim, auxiliando na produção de textos estruturalmente mais elaborados. Palavras-chave: dislexia de desenvolvimento, adulto, produção textual, análises computadorizadas.None
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